terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O pote quebrado
                                               
     Um jovem carregador de água sempre levava dois potes pendurados em cada ponta de uma vara.
    Um dos potes tinha uma rachadura pequena, enquanto o outro estava inteiro e sempre chegava completo de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do patrão do carregador.
   O pote rachado sempre chegava apenas com a metade da carga de água. Assim foi por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
   Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição e sentindo-se miserável por apenas ser capaz de realizar metade do que lhe era designado fazer.
    Depois de algum tempo, o pote rachado disse ao o homem, à beira do poço:
- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê? – perguntou o homem – De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos só fui capaz de entregar metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que boa parte da água vaze pelo caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, mesmo tendo todo esse trabalho, você não ganha o salário completo pelos seus esforços.
    O homem apenas acenou com a cabeça. No caminho para a casa de seu senhor, o homem disse ao pote:
- Você notou como existem flores no seu lado do caminho? Notou que, dia a dia, enquanto voltávamos do poço, era você quem as regava? Por dois anos pude colher essas flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Se você não fosse do jeito que é, ele não poderia ter tanta beleza para dar graça a sua casa.
Potencial das pessoas
Uma das habilidades mais importantes de um Líder é a capacidade de perceber e desenvolver o potencial das pessoas. Todos nós temos limitações em determinadas áreas, em contra-partida somos muito bons em várias outras.
Precisamos compreender que não existe “saber mais” ou “sabe menos”, o que existem são “saberes diferentes”.
Em uma equipe, os conhecimentos se completam, e o respeito pelas habilidades e limitações de cada um é a chave para o bom relacionamento.



                                   Autor desconhecido

domingo, 10 de março de 2013

Poema X Poesia


Viva a poesia
Diferença entre poema e poesia
Poesia, segundo o Minidicionário Aurélio da língua portuguesa, é a "arte de criar imagens, sugerir emoções por meio de uma linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados". Poema é definido como: "obra em verso ou não em que há poesia".Ou seja: quando falamos em poesia, estamos falando de uma arte e, quando falamos em poema, estamos nos referindo a um texto concreto.
Outra forma de diferenciar
 poesia de poema é que a primeira expressão refere-se aquilo que torna um poema ou um texto poético.

Tem Tudo a ver
 
"Elias José"

A poesia
Tem tudo a ver
Com tua dor e alegrias,
Com as cores, as formas, os cheiros,
Os sabores e a música
Do mundo.

A poesia Tem tudo a ver
Com o sorriso da criança,
O diálogo dos namorados,
As lágrimas diante da morte,
Os olhos pedindo pão.

A poesia tem tudo a ver
Com a plumagem, o vôo e o canto,
A veloz acrobacia dos peixes,
As cores todas do arco--íris
O ritmo dos rios e cachoeiras,
O brilho da lua, do sol e das estrela,
A explosão em verde, em flores e frutas.

A poesia
- é só abrir os olhos e ver -
tem tudo a ver
 
com tudo.

Palavras de encantamento.São Paulo: Moderna,2001.v.1.p,35
(Programa
 
literatura em minha casa)

Nesse poema o autor, Elias José, define a poesia poeticamente, mostrando que a poesia é viva, dinâmica, e fala do dia-a-dia, das pessoas, de animais, de objetos, acontecimentos...
Existe em nossa cultura uma crença muito arraigada de que a função da poesia é cantar amores ou exaltar o belo. É importante ajudar os alunos a ultrapassar essa crença e compreender que, na verdade, a poesia traduz em palavras a maneira como o poeta olha o mundo.

Pergunte aos alunos se gostaram desse poema. Sobre o que ele fala? Por que o autor diz que poesia tem tudo a ver com tudo? O que os poemas podem exprimir? Afinal, poesia "tem a ver" com o que?
Depois de discutir com o grupo o conteúdo do poema " Tem tudo a ver", incentive os alunos a pensar nos recursos que o autor usou para compô-lo, perguntando: esse poema tem rimas? Podem-se compor poemas sem rima?
Apresente agora duas palavras frequentes quando se fala de poesia.
Quem sabe o que querem dizer "verso" e "estrofe"?
Diga aos alunos que o poema Tem tudo a ver, de Elias José, tem 24 versos e quatro estrofes.
Lance um desafio: será que conseguem definir o que é verso e o que é estrofe? Sugira que conversem em pequenos grupos e tentem chegar a uma conclusão.
Solicite a cada grupo que apresentem suas conclusões.
Peça agora que selecionem o verso que mais gostaram.
Complete a atividade "pinçando" a conclusão de cada grupo que mais se aproximem da definição correta do verso e de estrofe.Observando o mural identifique junto junto com os alunos versos e estrofes dos poemas lá afixados.
Pergunte o que aprenderam sobre poesia. Faça com eles(os alunos falam e você escreve) uma lista de tudo que aprenderam sobre poesia.
Encarregue cada grupo de copiar, um item em uma tira de papel.Sugira então , que organize as tiras no mural.
Para
 saber mais
rimas: palavras que rimam são palavras que se combinam, pois tem o mesmo som no final. 
A rima é um dos muitos recursos que os poetas usam, mas nem todo poema precisa ser rimado.
Antigamente havia formas fixas para escrever versos.O poeta devia seguir uma regra definida que determinava o esquema das rimas ou o número de sílabas de cada verso. hoje porém, já não é assim: o poeta pode seguir ou não formas fixas e definidas. Nem por isso deixa de fazer poesia.
Verso : é cada uma das linhas de um poema.
Estrofe: é cada conjunto de versos separado por um espaço.
Um poema pode ter uma ou várias estrofes, e cada estrofe, um número variado de versos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Dicas para escrever bem


Dicas para escrever bem
Quando se escreve ou quando se fala, é com o fim de comunicar algo; portanto na construção de textos na sala de aula é necessário primeiro  pensar.
Escrever é como jogar xadrez. Por quê? A pessoa que sabe jogar visualiza o tabuleiro para ganhar o adversário. Ela pensará cada peça movida. É preciso desenvolver a lógica, do raciocínio e do problema; habilidade de memória, da concentração e da visualização; a confiança; a paciência; a determinação; o equilíbrio; a expressão de si mesmo, a atenção; a criatividade; a capacidade para aprender as intenções do outro.
Porém, qual é a relação de xadrez com o ato de escrever? Para escrever, precisa-se de muito treinamento da memória para organizar as idéias.Para ordená-las, precisa-se pensar. Pensar que escrever certamente não será uma questão de dom". No pensamento do autor, para pôr palavras no papel é necessário antes pensar, e depois transpirar. Para saber escrever, é necessário ordenar os pensamentos e pôr as palavras certas. Se isso acontecer, o texto ficará claro , portanto o leitor saberá as idéias principais dos parágrafos, ou seja, se tem unidade global é porque a pré-escrita está bem elaborada e o aluno não se perderá na sequência de idéias.
Quando se pensa no tema, deve-se planejar o texto, pois surgirão muitas idéias desorganizadas que depois serão hierarquizadas e assim o escrito será compreensivo. As idéias e o pensamento são abstratos e só irão materializar-se com a linguagem escrita.
A  idéia de que uma pessoa que leia muito necessariamente escreve bem é falsa. Então quem lê muito não significa que vai redigir bem? Quando o aluno tem muita leitura, é importante analisar a leitura de como o autor planejou o texto.  Pela leitura você ganha experiências, você observa como um escritor tratou habilmente uma situação difícil, como usou as palavras e as expressões, como descreveu, como gerou expectativa, como arrancou emoções. Leia e aprenda, leia observando, como quem observa a natureza. Apenas ler, sem selecionar a leitura e tentar entender o que esta lendo não contribui no processo de boa escrita.
Quem lê se informa do "mundo" e adquire experiências. Toda produção escrita deve ser analisada pelo aluno: por que o autor usou tais expressões? Por que escolheu essas palavras para dar emoção ao escrito? O educando tem que observar tudo sobre o texto para aprender cada vez mais.
É importante dar preferência a autores de qualidade. Então para escrever o aluno deve ter o hábito de ler constante.
Comece lendo bons autores modernos, no gênero que você mais aprecia. Se gosta de histórias em quadrinhos, comece com elas. Leia os cronistas de jornal, os comentários e editoriais, que são pequenos e rápidos. Observe sempre como eles estruturam o texto, como usam as palavras e como constroem as imagens.
Ler um fragmento de um jornal por dia para analisar o conteúdo, uma revista por semana, um livro por mês. Isso ajudará a escrever melhor.
Quem escreve, tem a intenção de revelar-se para os outros e traçar um destino, ser lembrado como escritor, e colocar-se no campo de batalha de trabalho com outros escritores.
Cada escritor tem um estilo de produzir um texto, porque cada redator é único, e cada um quer conhecer outras maneiras de pensar. Quem escreve claro, expõe as idéias de tal modo a não permitir dúvidas quanto à interpretação.
O ideal é iniciar o processo de escrita do texto fazendo uso de paráfrase.Paráfrase é uma redação escrita pelo autor, a partir de pensamentos de outra redação, sem sair de seu conteúdo, mas usando outras palavras. Para conseguir uma paráfrase é preciso entender todas as idéias que o autor do texto original quis transmitir, em todos seus detalhes..
Quando o estudante começa a escrever sem pensar, sem ler, isso o leva a uma redação sem rumo e não chega a nada, a algo concreto. Escrever é um trabalho árduo, enquanto um texto em desordem é um sintoma de um pensamento confuso. Ou seja, quem não pensa bem, não escreve bem. Agora quem planeja as idéias com um propósito chegará a um pensamento organizado.
Todo texto a ser redigido passa por uma fase de planejamento. Esse planejamento é pessoal: há pessoas que se dão um tempo, organizam o texto mentalmente e começam a redigi-lo; quem observa, acha que as idéias escorrem do cérebro pela ponta da caneta.
O estudante que nunca escreveu ou que está tentando redigir pensa que o escritor fez sem planejar. Mas não é assim. Quem planeja vai construir um texto claro.
Não há escrita sem planejamento. Não há produção sem revisão, não há texto sem leitor.



Receita para o texto dissertativo
Como começar?
Primeiramente é preciso ter conhecimento sobre o tema, e em seguida é preciso transformar tal conhecimento numa pergunta, na qual a sua resposta dará origem às idéias. Faça uma reflexão sobre o assunto. Elabore um rascunho, planejando o conteúdo e organizando as idéias. 
Como discutir?
Escolha os seus argumentos, seja ele para concordar, contestar ou fazer oposições, e exponha exemplos, juízos, conceitos, raciocínios a fim de fundamentar a sua discussão.
Como argumentar?
Cada parágrafo argumentativo deve expor adequadamente uma ideia-central, através dos exemplos, juízos, evidências, relações de causa e consequência.
Como concluir?
Para a conclusão, siga de forma coerente com a discussão: elabore uma síntese do conteúdo discutido, retome o posicionamento da tese ou atribuir uma perspectiva ou solução para o problema.
Para se fazer uma boa dissertação é muito importante:
- Ler o tema com muita atenção, para entender o que se é pedido;
- Ter conhecimento do tema que irá desenvolver;
- Fazer um rascunho antes de começar a escrever o texto original;
- Evitar expressões como: “na minha opinião”, “eu penso que”, “eu acho que”, e procurar escrever o texto sempre em 3ª pessoa do singular ou do plural.
- Manter o máximo de clareza no que está escrevendo;
- Todo texto dissertativo deve apresentar: parágrafo introdutório (tese), desenvolvimento (exposição/argumentação) e conclusão.
- Evitar construir frases embromatórias. Certifique-se de que todas as palavras que constituem a frase são fundamentais.
- Evitar o uso de palavras abreviadas, do etc., da palavra “coisa”, e de gírias.

Mãos à obra!


domingo, 13 de novembro de 2011

Como escrever bem?

Para escrever bem é necessário treino!

O primeiro conselho para quem produzir um bom texto é: Leitura. Quem lê muito, certamente terá uma maior facilidade para a realização da escrita, mas o importante também não é só uma leitura superficial, é importante que sempre  faça uma análise do que se lê, a leitura faz parte da vida, mas a interpretação do que se lê nem sempre acontece!
Atente-se aos gêneros textuais, se para você é difícil inventar uma história com personagens, esqueça a narração! Se acha complicado levantar fatos e usar de argumentos para sustentá-los, deixe a dissertação para outro momento. Agora, se você sabe os pronomes de tratamento que devem ser usados, a estrutura que deve ser seguida, e a linguagem usada em uma cartas, então, mãos a obra!
Outra dica é pesquisar sobre os outros tipos de texto que vão além do trio dissertação-narração-carta, como: as derivações de carta (ao leitor, argumentativa, carta-resposta, comercial), memorando, fábula, ofício, ata, manifesto, diário, e assim por diante.
Os vestibulares, de modo geral, estão enfatizando as pluralidades textuais. Pratique! Escreva! Esta é outra palavra-chave para quem deseja ser um bom escritor!
Nada melhor do que praticar para aprimorarmos cada vez mais aquilo que aprendemos! E, por fim, aqui vai outro eco que deve ressoar em seu pensamento depois de “leia”: Escreva! Há semelhanças entre os dois: são motivacionais, mas dependem da pessoa para serem realizados! E só há uma diferença: para o segundo você precisará de papel, lápis e borracha!  Bom trabalho!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O caso do bolinho

O CASO DO BOLINHO
Era uma vez um vô e uma vó. Um dia o vô acordou e disse:
- Vá, minha velha, e faça um bolinho gostoso pra gente comer.
A Velha pegou dois punhados de farinha, recheou a massa com creme de leite, formou um bolinho redondinho e pôs fogo pra assar.
O bolinho ficou dourado e cheiroso, e a vó o colocou na janela pra esfriar.
No começo o bolinho ficou lá, bem quieto.
Mas logo cansou de estar parado e começou a rolar.
Rolou da janela pra cadeira, da cadeira pro assoalho, do assoalho pra porta, e foi rolando pela porta afora até cair no quintal.
E foi rolando e rolando, do quintal pra porteira e da porteira pra fora, até chegar na estrada. E lá se foi o bolinho rolando pela estrada, até que encontrou uma lebre.
- Bolinho, Bolinho, eu vou papar você - disse a lebre.
- Não me pape não, dona lebre - disse o Bolinho.
- Deixe eu cantar uma canção pra você:
"Eu sou um Bolinho,
Redondo e fofinho,
De creme recheado,
Na manteiga assado,
Deixaram-me esfriando,
Mas eu fugi rolando!
O vô não me pegou,
A vó não me pegou,
Nem você, dona Lebre,
Vai me pegar!"
E saiu rolando, antes que a Lebre pudesse piscar um olho.
Rola que rola, até que encontrou um Lobo.
- Bolinho, Bolinho, eu vou papar você - disse o Lobo.
- Não me pape não, deixe eu cantar uma canção pra você:
"Eu sou um Bolinho,
Redondo e fofinho,
De creme recheado,
Na manteiga assado,
Deixaram-me esfriando,
Mas eu fugi rolando!
O vô não me pegou,
A vó não me pegou,
A Lebre não me pegou,
Nem você, Lobo bobo,
Vai me pegar!"
E saiu rolando, antes que o Lobo pudesse piscar um olho. Rola que rola, até que encontrou uma Raposa.
- Bolinho, Bolinho, pra onde vai rolando? - perguntou a Raposa.
- Pela estrada afora, como você está vendo.
- Bolinho, Bolinho, cante-me uma canção - pediu a Raposa. E o Bolinho cantou:
"Eu sou um Bolinho,
Redondo e fofinho,
De creme recheado,
Na manteiga assado,
Deixaram-me esfriando,
Mas eu fugi rolando!
O vô não me pegou,
A vó não me pegou,
A Lebre não me pegou,
O Lobo não me pegou,
Nem você, dona Raposinha,
Vai me pegar!"

E a Raposa disse então:
- Que bela canção, Bolinho!
Pena que eu sou dura de ouvido, não escuto muito bem. Lindo Bolinho, pula no meu focinho, fica mais pertinho, pra ouvir você direitinho!
O Bolinho pulou no focinho da Raposa, e a Raposa, nhoc!, papou o Bolinho!!!!
TATIANA BELINKY

A casa sonolenta


A Casa Sonolenta
(Audrey Wood) - Infantil 3
"Era uma vez uma casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Nessa casa tinha uma cama, uma cama aconchegante, numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Nessa casa tinha uma avó, uma avó roncando, numa cama aconchegante,
numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima dessa avó tinha um menino, um menino sonhando, em cima
de uma avó roncando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima desse menino tinha um cachorro, um cachorro cochilando,
em cima de um menino sonhando, em cima de uma avó roncando,
numa casa aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima desse cachorro, tinha umm gato. Um gato resonando, em cima do
um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando, em cima de
uma avó rocando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima desse gato tinha um rato, um rato dormitando, em cima de
um gato resonando, em cima do um cachorro cochilando, em cima
de um menino sonhando, em cima de uma avó rocando, numa casa
aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima desse gato tinha uma pulga....
Seria possível?
Uma pulga acordada, em cima de um rato dormitando, um gato resonando,
em cima do um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando,
em cima de uma avó rocando, numa casa aconchegante,
numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Uma pulga acordada que picou o rato, que assustou o rato,
que arranhou o cachorro, que caiu sobre o menino, quem deu
um susto na avó, que quebrou a cama, numa casa sonolenta,
onde ninguém mais estava dormindo.

Produção de texto

A internet tem ouvidos e memória

Redes sociais são ótimas para disseminar ideias, tornar alguém popular e também arruinar reputações. Um dos maiores desafios dos usuários de internet é saber ponderar o que se publica nela. Especialistas recomendam que não se deve publicar o que não se fala em público, pois a internet é um ambiente social e, ao contrário do que se pensa, a rede não acoberta anonimato, uma vez que mesmo quem se esconde atrás de um pseudônimo pode ser rastreado e identificado. Aqueles que, por impulso, se exaltam e cometem gafes podem pagar caro. Um exemplo escandaloso foi o da universitária paulista Mayara Petruso. Após o resultado das eleições brasileiras em 2010, ela publicou em seu Twitter mensagens extremamente ofensivas aos nordestinos de São Paulo. O resultado foi um processo na Justiça, perda de emprego e uma péssima reputação. Apagar as mensagens e os perfis na rede não basta para deletar um deslize na web. No caso de Mayara Petruso ainda havia um agravante: a jovem estudava direito.
www.terra.com.br- março 2011
Proposta de redação

Você, como jovem, o que pensa a respeito do uso das redes sociais on-line?
Reflita sobre as seguintes questões relacionadas ao tema e escolha uma delas para enfocar de modo especial seu texto dissertativo-argumentativo.
·         A tecnologia está aproximando mais os jovens?
·         A falta de contato físico e de troca emocional pode afetar as amizades?
·         Há relação entre os fakes e bullying?
·         Quais são os perigos da exposição excessiva da vida pessoal na internet?
·         A facilidade das comunicações proporcionada pelas redes sociais pode estar fazendo os jovens terem menos interesse nas relações cara a cara? Qual o perigo de postar sua vida em sites on-line?
Ao produzir seu texto, siga as instruções:
·         Defina o ponto de vista que irá desenvolver;
·         Planeje seu texto. Qual a ideia principal? Que argumentos serão utilizados para fundamentar essa ideia?
Como serão distribuídos os parágrafos?Que tipos de argumentos utilizará: exemplos, comparações, dados históricos, estatísticos, pesquisa, depoimentos.Como será a conclusão: síntese, sugestão ou proposta?
·         Fique atento à linguagem. Ela deve estar de acordo com a norma padrão e com o perfil dos leitores;
·         Concluído seu texto, dê a ele um título atraente, que faça o leitor sentir-se convidado a realizar sua leitura e, antes de passá-lo a limpo, faça uma revisão cuidadosa.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O urso chorão



O Urso Chorão



Eram três ursinhos lindos  e saudáveis. Dava gosto ver os três rolando a campina verde na imensa floresta. Todos os animais procuravam sua alimentação durante a manhã logo bem cedinho. O riacho que corria no meio da campina era muito grande de uma água muito límpida, via-se o fundo nitidamente. Eu não gostava muito quando as onças vinham beber água, pois pareciam dóceis mas um certo arrepio passava por mim quando as via. Gostava mesmo era da família dos macacos que sempre estavam na maior das alegrias. Qualquer graveto ou folhinha já era motivo para brincadeira.

Os pássaros  então voavam nas árvores altas, mas desciam também para o solo a fim de ciscarem e às vezes tomar banho. Os jacarés  já viviam dentro da lagoa atrás do penhasco. Era um lugar sombrio que eu não gostava muito.Todo cuidado, por ali, era pouco, apesar de reinar uma certa harmonia entre todos os animais. Mas o que estava incomodando ultimamente era o Urso chorão. Os três irmãos brincavam ali perto de minha árvore favorita e sempre podia observá-los. O que será que acontece para que ele chore o tempo todo? Resolvi que iria observá-lo bem atentamente, e assim fiquei de prontidão em cima da árvore.

Lá chegaram os três. Eram tão iguais que só percebi o chorão porque começou a chorar. Foi então que ouvi a mamãe Ursa dizer aos outros:
- Deixem que ele chore, logo ele vai parar. - Mas o Ursinho chorava e gritava. Então um de seus irmãos chegou até ele e disse:
- Meu irmãozinho, você quer  brincar comigo? - Não houve resposta. Então o Urso chegou até ele e estendeu-lhe  umas folhinhas dizendo-lhe:
- Quer ficar com elas ?
Não houve resposta. Assim meio como quem não quer nada, o outro irmão tentou se comunicar com o chorão.
- Ei, vamos brincar de correr para achar formigueiros? - Não houve resposta.
Sendo assim, os dois voltaram para seus folguedos e deixaram o chorão como a mãe havia dito. Foi então que ela chegou até o filho, sentou-se ao seu lado e o abraçou com carinho.
- Meu querido filhinho, mamãe vai contar uma história bem bonita para você!
Devagar ele foi parando de chorar e ficou só soluçando. Vendo esta cena fiquei intrigado. Voei para bem alto onde estavam meus pais e perguntei:
- Por que, por que ele age assim? Chora e não ouve os irmãos. Ele é muito diferente.
Foi quando minha mamãe me disse:
- Filho, nem todos são iguais, há muitas diferenças.
- Você já imaginou  se todos fossem iguais? Seria um desastre...
- Cada um tem seu dom, sua inteligência seu modo de ser. Ele é um ser especial e muito feliz.
- Muito feliz! - exclamei
- É muito feliz porque ele tem o amor da família. Talvez ele ainda não perceba que é amado.
- Volte para baixo,  creio que agora ele não está mais chorando ou soluçando.

Voei para baixo e fiquei olhando novamente. Agora estavam todos em volta dele falando e rindo.Que coisa estranha, ele parou mesmo de chorar, mas parece que está em outro mundo.
Do meu lado mamãe disse: - E está mesmo meu filho. O carinho e o amor da família dele logo o trarão para cá, afim de que ele possa ter vida própria. Quanta sabedoria vinha de minha mamãe, transformando coisas tão difíceis de eu entender em simples fato.
- Gostaria que você fosse a mamãe dele também.
- Não meu filho, cada um tem a sua família, e ele pertence a família dos ursos e não dos macacos.

São lições de vida que aprendi ao longo do tempo e até hoje ainda aprendo no dia-a-dia. A floresta continua calma, aparentemente, com todos os seus perigos ocultos e eu aqui da minha árvore espreito tudo para saber cada vez mais.
- Humanos...
- Olha mamãe, que coruja linda lá em cima!
- Ela é o símbolo da Sabedoria?
- É o que dizem.
Fiquei contente. - Então é assim, todos são filhos de Deus.
- Exato meu filho!

sábado, 13 de agosto de 2011

Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

terça-feira, 26 de julho de 2011

Volta às aulas

Muitos autores têm afirmado que as escolas deveriam entender mais de seres humanos e de amor do que de conteúdos e técnicas educativas. Cada vez mais percebemos a importância da educação ser pensada como meio de promover a própria vida.
Infelizmente, o currículo atual da maioria das escolas ainda prioriza o desenvolvimento cognitivo, o conteudismo, excluindo a emoção humana e o afeto do processo ensino-aprendizagem.
Para que tenhamos uma educação mais humanista se faz necessário que o educador abandone as velhas concepções de ensino e busque uma nova visão que possa construir uma sociedade mais justa, democrática e solidária.
É necessário que o professor invista na formação de vínculos afetivos, acreditando na pessoa e compreendendo seus limites individuais. O educador precisa recuperar a afetividade na escola, não somente o afeto que consola, mas também o afeto que impulsiona, pois aponta caminhos e reconstrói a esperança num mundo melhor.
Nos primeiros dias de aula é fundamental sondar as expectativas do grupo e integrá-lo. Portanto, inicie de forma acolhedora e afetiva, assim ficará mais fácil planejar aulas onde os sentimentos estejam presentes e não só a razão.

“Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
A escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se 'amarrar nela'!”

(Paulo Freire)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Produção de texto narrativo

O ato de escrever é prazer, diversão. É a sensação de poder, de domínio. Criar gente, fabricar fantasias, inventar cidades, dar vida e dar morte, criar um terremoto ou furacão, fazer o que eu quiser. Escrever é um jogo, brincadeira. Conseguir segurar, prender uma pessoa, mantê-la atrelada a si (é o leitor diante do livro: sua sensação divina).
                                                                                                       (Ignácio de Loyola Brandão).
Leia atentamente as propostas a seguir e esco­lha uma delas para desenvolver um texto narrati­vo, segundo as instruções específicas. Não se esqueça de indicar, junto ao título, a proposta desenvolvida (modelo: Proposta 1: “título”)


Primeira proposta
"Por que ela não me vê? Por trás destes óculos há um sujeito honesto. Estas espinhas dizem ape­nas que eu sou jovem..."
Instruções
  • Desenvolva o conflito insinuado nas frases an­teriores, caracterizando com precisão "esse jovem".
  • Narrador em primeira pessoa.
  • Espaço: o conflito "explode" numa sala de aula.
  • Tempo: duração da aula.

Segunda proposta
"Disseram que ela dormia quando o temporal chegou. Um vagalhão* pegou-a de surpresa, não teve tempo nem pra gritar socorro. Ainda não acharam o corpo. Juvenal, o marido, voltava para casa...”
* onda muito grande.
Instruções
  • Prossiga a história desenvolvendo o conflito que "explode" quando Juvenal se dá conta do que aconteceu.
  • Narrador em terceira pessoa.
  • Espaço: praia.
  • Tempo: uma noite.
Terceira proposta
"Contraiu os músculos, agarrou-se ao traves­seiro, enfiou nele a cabeça, mordeu os lábios su­focando o grito mais profundo. Isso não pode es­tar acontecendo comigo!"

Instruções
  • Dê prosseguimento a essa história, resolvendo o conflito insinuado em "Isso não pode estar acontecendo comigo!"
  • Narrador em primeira pessoa.
  • Espaço: cama.
  • Tempo: uma madrugada.
  • Mínimo- 20 linhas.
Bom trabalho!

Conto

O que é Conto?
Conto é uma narrativa curta e que se diferencia dos romances não apenas pelo tamanho, mas também pela sua estrutura: há poucas personagens, nunca analisadas profundamente; há acontecimentos breves, sem grandes complicações de enredo; e há apenas um clímax, no qual a tensão da história atinge seu auge.
No conto, tempo e espaço são elementos secundários, podendo até não existir. Além disso, os próprios acontecimentos podem ser dispensáveis. Há, por exemplo, contos de Machado de Assis ou Tchekov nos quais, simplesmente, não tem nada que acontece. O essencial está no ar, na atmosfera, na forma de narrar, no estilo.

Dicas para escrever um conto

O enredo do conto deve apresentar em linhas gerais, as seguintes fases:
  1. Apresentação
  2. Complicação ou evolução
  3. Clímax
  4. Solução ou desfecho
Evite o uso de repetições fazendo uso de sinônimos. O conto não deve cansar o leitor e superestimar (nem subestimar) sua inteligência. Podemos enganar usando um raciocínio lógico falso que o induza a pensar de uma forma, mas nunca dizer o óbvio.
O título não deve sugerir o conteúdo do conto. Os títulos curtos são sempre melhores e instigantes.
Elimine explicações e descrições que não tenham importância para a história, cortar parágrafos é dar movimento mais dinâmico ao conto.

Como redigir um conto

"Conselhos" para se escrever um ótimo conto

  1. Prender o interesse do leitor; evitar ser chato
    Tente escrever algo que cause curiosidade, coloque-se no lugar do leitor.
  2. Usar, se possível, frases curtas
    A clareza vem do cuidado com a estruturação da frase: as intercalações excessivas prejudicam a compreensão da ideia.
  3. Capítulos e parágrafos curtos, para o leitor poder respirar
    Evitar muitas personagens, descrições longas, rebuscamentos, adjetivações, clichês, repetir palavras.
  4. Trama/enredo/tema ou estilo, original
    Pense em Ricardo Piglia: “Pode-se programar a trama, os personagens, as situações, conhecer o desenlace e o começo, mas o tom em que se vai contar a história é obra de inspiração. Nisso consiste o talento de um narrador”, (O laboratório do escritor).
  5. Se possível usar ironia, humor, graça e ser verossímil
    Ser verossímil é importante, mas não devemos confundir verossimilhança com verdade; a história não tem de ser obrigatoriamente verdadeira, mas parecer que o é. Mesmo assim sua importância é discutível.
  6. Ler, de preferência, os clássicos
    Não se é escritor sem ser leitor. Pense em Sartre: “Mas a operação de escrever implica a de ler... e esses dois atos conexos necessitam de dois agentes distintos. É o esforço conjugado do autor com o leitor que fará surgir esse objeto concreto e imaginário que é a obra do espírito”. (op. cit.) Pense também em Faulkner: ler, ler, ler, ler, ler..

terça-feira, 12 de abril de 2011

FEMININO OU MASCULINO?

Há várias palavras que falamos a toda hora que  possuem um gênero não tão óbvio quanto possa parecer.
Palavras do gênero masculino:
 Coma - Entrou em coma profundo/O coma já dura 2 meses.
- Se você tem uma dó das crianças de rua, nossos gramáticos têm muito dó do seu português. A palavra é masculina.
Milhar e milhão – Parece estranho falar Os milhões de crianças famintas. Mas é isso mesmo. Milhar, milhão e seus plurais são palavras do gênero masculino e não admitem feminino. Diga Dois milhões de rosas/Foi vaiado pelos milhares de pessoas que estavam no estádio/Os milhões de palavras escritas por ele não queriam dizer nada.
Telefonema – Sempre dê um telefonema. A palavra é masculina, como várias outras terminadas em ema: o cinema, o problema, o eczema, o poema, o teorema, o sistema.
Para dirimir mais algumas dúvidas comuns de gênero: Vesti um suéter azul, cheirei o lança-perfume que você me deu e fui ver o eclipse da lua bebendo um champanhe com um guaraná.
Uma curiosidade:  Os nomes de rios, mares, montes, pontos cardeais, letras do alfabeto e meses são masculinos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ficha de leitura

FICHA DE LEITURA 1


Nome do autor(a):     
Título:                                                                                                                                                
Editora:                                                                                                                                                
Edição:                                   Nº de páginas:                                             
Informações sobre o autor(a) :

Outras obras do autor:             
Sinopse:    


Citações:  (Colocar entre aspas e a página – DUAS pelo menos)


domingo, 10 de abril de 2011

Crônica

"O mulherão

Peça para um homem descrever um mulherão.Ele imediatamente vai falar do tamanho dos seios,na medida da cintura,no volume dos lábios,nas pernas,bumbum e cor dos olhos.Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira,1,80m,siliconada,sorriso colgate.Mulherões,dentro deste conceito,não existem muitas:Vera Fischer,Leticia Spiller,Malu Mader,Adriane Galisteu,Lumas e Brunas.Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma a cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus por dia para ir ao trabalho e mais dois para voltar,e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matricula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 Reais.
Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta,que malha,que usa salto alto, meia-calça,ajeita o cabelo e se perfuma,mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.Mulherão é quem leva os filhos na escola,busca os filhos na escola,leva os filhos para a natação,busca os filhos na natação,leva os filhos para a cama,conta histórias,dá um beijo e apaga a luz.Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.
Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo,é quem faz serviços voluntários,é quem colhe uva,é quem opera pacientes,é quem lava roupa pra fora,é quem bota a mesa,cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.Mulherão é quem cria filhos sozinha, quem dá expediente de oito horas e enfrenta menopausa,TPM,menstruação.Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos,fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio pra azia.

LUMAS,BRUNAS,CARLAS,LUANAS E SHEILAS:Mulheres nota dez no quisito lindas de morrer, mas MULHERÃO É QUEM MATA UM LEÃO POR DIA" Martha Medeiros


"O HOMÃO

Alguns anos atrás, escrevi um texto chamado O Mulherão para o Dia Internacional da Mulher. Fez um razoável sucesso, tanto que até hoje esse texto é lido e publicado em diversos veículos de comunicação quando chega março.

Pois cá estamos, novamente, na vizinhança desta data comemorativa, e desta vez minha homenagem vai para o homão, aquele que não tem dia algum no calendário para valorizar seus esforços.

Homão é aquele que tem assistido a ascensão feminina nas empresas, na política, na arte, no esporte e tem achado tudo mais do que justo. Nunca li um artigo de um homem reclamando por as mulheres estarem dominando o mundo (não acredito que escrevi isso!). Ao contrário: os inteligentes (e todo homão é inteligente) estão tendo muito prazer em compartilhar seus gabinetes conosco e não choram pelos cantos caso tenham uma chefe mulher (homão chora, mas chora por amor, não por motivos toscos).

Homão gosta de mulher. Parece óbvio, mas há muitos homens (não homões) que só gostam de mulher para cama, mesa e banho. O homão gosta de mulher para cama, mesa, banho, escritório, livraria, cinema, restaurante, sala de parto, beira de praia, estrada, museu, palco, estádio. E, às vezes, pode nem gostar delas pra cama, mesa e banho, e ainda assim continuar um homão.

Homão é aquele que encara parque no final de semana, faz um jantar delicioso, dá conselho, pede conselho, trabalha até tarde da noite, compensa no outro dia buscando os filhos na escola, dirige o carro, em outras vezes é co-piloto, não acha ruim ela ganhar mais do que ele, não acha nada ruim quando ela propõe uma noitada das arábias, recebe amor, dá amor, é bom de contabilidade e sabe direitinho o que significa fifty-fifty.

Homão é aquele que compreende que TPM não é frescura e que reconhece que filhos geralmente sobrecarregam mais as mães do que os pais, então eles correm atrás do prejuízo, aliviando nossa carga com prazer. Homão acha um porre discutir a relação, mas discute. Homão não concorda com tudo o que a gente diz e faz, senão não seria um homão, e sim um panaca, mas escuta, argumenta e acrescenta idéias novas. Homão não fica dizendo que no tempo do pai dele é que era bom, o pai mandava e a mãe obedecia. Homão reconhece as vantagens de estar interagindo com seres do mesmo calibre e não depende de uma arma ou de um carro ultrapotente para provar que é um homão. O homão sabe que não há nada como ter uma grande mulher a seu lado." Martha Medeiros